
CRACK: A SITUAÇÃO É MUITO GRAVE Luiz Tadeu Os usuários de drogas ainda não se convenceram de que sustentam o tráfico e a violência no país. É evidente que, com o dinheiro obtido na venda das drogas, os traficantes investem na organização das suas quadrilhas, comprando inclusive armamento pesado. O mundo das drogas não tem limite. O crack é exemplo significativo. Surgido em meados dos anos 80, feito com a sobra da cocaína, o crack já alcançou um grande numero de jovens, deixando problemas físicos e emocionais sérios, não apenas em seus usuários, mas também naqueles que convivem com eles. Quando usado com bebidas alcoólicas, o usuário pode chegar a resultados letais. Na gravidez, existe grande risco de que os bebês nasçam prematuros e com problemas. O crack é uma droga muito perigosa. O seu uso também provoca acelerada degradação física e mental, causando dependência rapidamente. Há pesquisas afirmando que, mesmo usado por poucas vezes, o usuário pode tornar-se viciado, dependendo do seu organismo. A revista “Veja” da semana passada trouxe uma reportagem intitulada “Uma Droga Brutal”, referindo-se justamente ao usuário do crack. Nessa reportagem, é citado o caso de um jovem carioca que, começou a beber quando tinha 14 anos de idade, alternando a bebida com o uso da maconha, ácido, cocaína e crack. Em um de seus embalos, sob efeito de crack, ele estrangulou sua namorada de apenas 18 anos de idade, não se lembrando de nada do que ocorreu. Normalmente, o usuário fica agressivo e se sente constantemente sob ameaça. As famílias dos usuários também sofrem suas conseqüências. Em todo o Brasil praticamente não existem na rede pública, vagas para internação e muitos menos unidades ambulatoriais adequadas para lidar com viciados em crack. Nunca na história deste país tivemos tantos usuários desta droga mortífera. Há dois anos atrás, praticamente não tínhamos usuários. Hoje eles representam 30% da demanda, sendo a grande maioria da classe média. Diante do perigo que o viciado oferece à sociedade e também para si mesmo, as nossas autoridades da saúde no Litoral Norte, deveriam ter como prioridade a criação de ambulatórios específicos para tratamento do usuário, evitando maiores problemas. A situação é muito grave.
Escrito por bloglivre às 15h29
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