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A PRESERVAÇÃO FAZ A DIFERENÇA Luiz Tadeu Ilhabela está de parabéns. Na semana passada, foi realizada na cidade, a 21ª Conferência Mundial (Fórum Internacional de Advogados de Viagens e Turismo), para discutir assuntos referentes a nova legislação de turismo internacional, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. Essa foi a primeira vez que tal evento realizou-se no Brasil. A Secretária de Turismo de Ilhabela, Maria Inês Ferreira, foi a madrinha desta iniciativa. Durante a conferência, tive a oportunidade de estar com o representante da ONU-Organização das Nações Unidas e secretário geral da OMT-Organização Mundial de Turismo, Patrice Tedjine. Ao tomarem conhecimento de que, a nossa região pretende ampliar o porto de São Sebastião, bem como o terminal da Petrobras, aumentando significativamente o número de navios no canal de São Sebastião, os congressistas foram unânimes em demonstrar grande preocupação a respeito da preservação do nosso meio ambiente. Ainda a respeito da ampliação do porto de São Sebastião, li atentamente o artigo assinado por Frederico Bussinger, diretor presidente da Companhia Docas de São Sebastião, publicado na imprensa local, na semana passada. Quero tornar pública minha admiração pelo autor do mencionado texto, tendo-o em elevada conta, não somente pelo seu amplo conhecimento dos portos do mundo, mas também pelo modo aberto como vem conduzindo os trabalhos de tentativa de ampliação do porto. Apesar de tal admiração, não concordo com suas razões apresentadas em seu artigo, onde traz à tona as distintas realidades portuárias do litoral norte e da baixada santista. Referindo-se à baixada santista ele menciona que: “Lá a comunidade, majoritariamente, luta para eliminar os entraves à expansão do Porto, inclusive e principalmente as restrições à incorporação de áreas de manguezais para implantação de novos terminais”. Realmente, temos realidades diferentes. Não é a toa que, milhares de moradores da baixada santista procuram a nossa região para encontrar melhores condições de vida. Além do mais, comparar o nosso litoral norte, onde moram menos de 300 mil pessoas, com a baixada santista, onde se acumulam quase 2 milhões de habitantes, não tem o menor sentido. Segundo o site Transporta Brasil, somente no ano de 2008 o porto de Santos movimentou 2.6 milhões de contêineres de 20 pés, esperando que, em 2014 sejam movimentados 9 milhões. Acho que não é isto que queremos para nós. Temos sim de preservar o que é nosso, enquanto tivermos condições. É isto que faz a nossa diferença da baixada santista.
Escrito por bloglivre às 00h48
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