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NÃO VEJO MUITA DIFERENÇA Luiz Tadeu Semana passada, escrevi sobre a indicação de José Antonio Dias Toffoli, pelo Presidente Lula, para ocupar o cargo de Ministro do STF-Supremo Tribunal Federal. Somente 11 brasileiros, homens e mulheres que integram o Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte do país, têm a nobre tarefa de proteger a Constituição da República, princípio básico da Justiça e da democracia no país. Segundo unânime noticiário da mídia brasileira, Toffoli foi reprovado duas vezes em concurso para juiz estadual, apresentando escassa ou quase nenhuma produção acadêmica. Após a notícia de que o indicado do Presidente Lula, tem duas condenações em primeira instância, ficando obrigado a devolver aos cofres públicos importância que deve chegar a 700 mil reais, dinheiro recebido “indevidamente e imoralmente”, por contratos “absolutamente ilegais”, não foi surpresa para mim que ele tivesse ido ao Senado Federal, batendo de porta em porta, “visitando” um a um dos senadores que estarão incumbidos de aprovar ou não o seu nome para ocupar uma cadeira no STF. Em outros tempos, os integrantes do poder judiciário ou aqueles que pretendiam integrá-lo, não mantinham qualquer contato com os políticos, evitando relacionarem os seus nomes com esta classe tão desgastada. Hoje, tudo mudou. É comum que até desembargadores e ministros procurem os políticos para pedirem favores. Como na política nada é feito de graça, a cobrança do favor logo será feita, o que é péssimo, maculando a isenção que os integrantes do poder judiciário devem ter em qualquer circunstancia. Nesta quarta-feira, dia 30 de setembro, o Senado Federal deverá sabatinar o indicado José Antonio Dias Toffoli. Não é preciso pensar muito para saber qual será a decisão. Afinal, comparando a vida pregressa de alguns políticos e a do futuro ministro do STF, não vejo muita diferença.
Escrito por bloglivre às 22h52
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