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     “PROMOTOR É CONTRA TOQUE DE RECOLHER E CULPA FALÊNCIA FAMILIAR POR VIOLÊNCIA ENTRE JOVENS”

 

 

       Um promotor de justiça do litoral norte se manifestou contra o chamado “toque de recolher”. “De nada adianta a criação de regras, sem a estrutura necessária ou adequada, para a fiscalização da mesma.” Ao que entendi o ilustre representante do MP não é contra a implantação do “toque de recolher”, mas sim contra a falta de estrutura adequada para a fiscalização da medida.

       Disse mais: “Os pais e as famílias são os responsáveis pela educação dos mais jovens e não o Ministério Publico ou as policias. Os limites precisam partir de dentro de casa”, argumentou o promotor. É assim que a grande maioria pensa. Ninguém é responsável por nada. Um empurra para o outro.

       Nesta discussão interminável, parece que daqui a 10 anos ainda estaremos discutindo quem é o culpado pela situação dos jovens. Na verdade, precisamos de medidas que tenham efeito a curto ou médio prazos.

       Transcrevo abaixo um e-mail que um jovem de 23 anos de idade me mandou. Esta é a realidade atual. Alguma coisa precisa ser feita logo.

 

 

“Ontem fui visitar um colega que trabalhou comigo,      ( na região do Perequê  divisa de São Sebastião - Caraguá).
Cheguei à sua casa e fui informado pela Mãe que ele estava fora há uns 3 dias... fiquei inconformado com a situação.. e pedi para o irmão dele me levar onde poderia estar... Quando o encontrei não acreditei!...
  Imagem triste, ( na Africa pessoas ficam igual ele por não ter o que comer, ele não quer comer )... contei como meu pai morreu,  dei as reportagens abaixo pra ele ler, não conseguiu, lí para ele e para os "demônios" que estavam perto.
Levei ele até um lugar que poderia conversar sem "demônios" por perto, (na verdade esta foi minha desculpa para levar ele de volta pra casa, não consegui!)... Ele ameaçou pular da minha moto... parei a moto, ele desceu e deixou cair  " um comprimido"... eu peguei e ameacei jogar fora  caso não voltasse para casa, ele começou a ficar alterado e quase brigamos, começou a ficar crítico e o melhor que fiz foi devolver pra ele... enquanto ele se "acalmava"... "vomitei" nele toda minha angustia, falei sem pensar nas consequências... o resultado?!... Dor, lagrimas, e abraço.  Com ele calminho conversamos:       "- Não posso voltar pra casa! Não quero ver minha mãe chorar! Eu quero morrer, eu vou morrer, falou. Não se trata de querer, ou poder. Ele está preso e não consegue se libertar,  eu não consegui ajudá-lo. Onde o encontrei, ficou!
Não sei como ajudar! Parece mentira, cenas tristes de um filme que não terminei de assistir.
 Morte por drogas.”

 



Escrito por bloglivre às 00h02
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