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 AINDA O “TOQUE DE RECOLHER” Luiz Tadeu Volto ao assunto do “Toque de Recolher”, pois parecem inesgotáveis as discussões a respeito. No fundo, acho muito bom que a sociedade discuta o assunto e pare de se omitir com relação ao destino dos jovens. Nas cadeias do Brasil, mais de 70% dos presos são de jovens recém saídos da adolescência, tendo entre 20 e 25 anos. Isto se deve, principalmente, pela falta de regras durante a adolescência. Em algumas cidades onde foi implantado, o “toque de recolher”, a medida consiste em regular a permanência dos jovens no período noturno. Até os 13 anos, o horário é 20:30 horas. Entre 14 e 15 anos, pode permanecer até as 22:00 horas e dos 16 aos 17 anos, o limite é 23:00 horas. Acho oportuno mencionar o fundamento do Juiz de Direito, Fernando Antonio de Lima, um dos implementadores da restrição: “A sociedade nos cobra providências diante de prostituição infantil, juvenil, uso de drogas e álcool”. O uso das drogas e do álcool, levam o jovem a praticar pequenos furtos no início e, posteriormente, assaltos e até homicídios, além do tráfico de drogas. Repito aqui, parte de um texto publicado na internet, de autoria de Dirceu Cardoso Gonçalves: “A família, que outrora estabelecia rígidos limites para suas crianças e jovens, hoje está impotente e amedrontada, pois uma palmada ou as reprimendas que antigamente eram comuns hoje são consideradas como crimes dentro da sociedade hipócrita em que vivemos. O resultado é essa legião de jovens desempregados e desnorteados com o excesso de liberdade e a falta de oportunidades, que não sabem para onde ir e nem onde terminam seus direitos e começa o respeito aos direitos dos outros.” Aqui no Litoral Norte, por se tratar de cidades de veraneio, algumas pessoas colocam em dúvida se o “toque de recolher” daria certo. Isto não pode ser empecilho, para a implementação de medidas que retirem da madrugada, o jovem desacompanhado dos pais. Certamente, diante das nossas peculiaridades, qualquer medida deverá ser diferenciada e adequada para o nosso dia-a-dia. Ainda tenho dúvidas se teremos coragem para tanto.
Escrito por bloglivre às 17h49
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