
CONSELHO TUTELAR. O MOMENTO É AGORA Luiz Tadeu É uma vergonha o que aconteceu em São Sebastião quando da eleição para o Conselho Tutelar. Seguindo o péssimo exemplo dos políticos, alguns candidatos ao Conselho entenderam de fazer a chamada “boca de urna”, o que é proibido por lei. “Boca de urna”, para os que não sabem o significado, é quando o candidato entrega um “santinho” ou indicação do seu nome a qualquer eleitor, no dia da eleição, praticamente forçando o mesmo a votar no seu nome. Às vezes, até promessas de recompensas são feitas. Uma boa parte destes candidatos estava atrás de um emprego, não se importando com o que pudesse vir pela frente. Vi diversas propagandas de candidatos nos jornais locais, algumas coloridas e com dizeres chamativos. Isto quer dizer que gastaram dinheiro, na tentativa de se projetarem publicamente. Tudo para conseguir este emprego. Foi grande o “interesse” pela eleição. Na verdade, a maioria dos candidatos se preocupava com os mais ou menos R$1.300,00 de salário mensal, pagos com o dinheiro público, nos próximos três anos. Muitos deles não tinham o perfil necessário para desempenhar as funções de Conselheiro. Alguns aproveitaram o fato de não terem sido eleitos vereadores nas últimas eleições e tentaram mais este “trampo”. A atribuição do Conselheiro é das mais importantes. Dentre elas, o Conselheiro Tutelar deve atender crianças e adolescentes que necessitam de proteção, devendo também dar atendimento e aconselhamento aos pais ou responsáveis, encaminhando ao Ministério Público qualquer noticia de fato que constitua infração contra os direitos da criança ou adolescente. Como podemos ver, não se trata de um emprego comum. Não é qualquer pessoa que está apta para isto. É uma função de grande responsabilidade, principalmente porque lida com crianças e adolescentes problemáticos, um dos grandes males deste nosso Brasil. Os candidatos que fizeram “boca de urna” comprovaram que não têm qualquer condição de exercer tal cargo, independente de quem possa estar por trás da sua eleição. Sou de opinião que estes candidatos não devem ser diplomados e muitos menos participar de eleições futuras. Em algum momento precisamos começar a moralizar. O momento é agora.
Escrito por bloglivre às 16h47
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